terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bom Dia, Tristeza


 

Bom dia tristeza, que tarde tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando até meio triste
De estar tanto tempo longe de você
Se chegue tristeza
Se sente comigo
Aqui nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar
Se chegue tristeza
Se sente comigo
Aqui nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mariah e Khal

Para Silas Messias de Almeida



Kahl era um menino legal.
Apaixonado por Mariah.
Só queria uma vida normal.
Família, casa, trabalho e tal.

Kahl não controlava seus instintos.
É super explosivo. Se deu mal.

Mariah está grávida!
Já não sabe o que fazer.
Logo o bebê vem...
Kahl no hospital.

A vida é engraçada, às vezes!
Que destino surreal.
A torcida é pra que tudo
Termine muito bem!

Kahl tem planos pro futuro.
E, agora, Mariah nem quer saber.
A história não terá final
De contos de fadas. É uma pena!

Kahl vai se tratar e ficar bem.
Mariah vai ter neném.
A vida continuará para ambos.
E todos ficarão na torcida
Por dias melhores – sempre!


NOTA DO AUTOR: Este poema: Mariah e Kahl, foi composto em 21/03/2010. Após ouvir um pouco da história do Silas, que se tornou um grande amigo, naqueles dias tristes e frios em que passei no Hospital Bezerra de Menezes, em Presidente Prudente. Como eu havia começado a compor novos poemas, nesse período, e havia mostrado alguns pro Silas, ele pediu que eu escrevesse um em sua homenagem. Nem foi preciso, pois quando ele leu Mariah e Kahl, ele disse: dedica este pra mim, pois me encontrei! Então, este poema é dedicado para o amigo Silas Messias de Almeida. Para ser mais franco, estou com saudades das nossas conversas, pois depois que eu sai do hospital nunca mais o vi. 


O Caçador de Pipas

Já li o livro. Vi o filme. Li o livro e vi o filme de novo.
Simplesmente maravilhoso.
É um grande exemplo de prova de amizade, sobre pré-conceito, lealdade, fidelidade, honra, graditão e perdão.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sobre escrever e outras coisas

Vamos aos fatos.

Escrevo desde há muito tempo, pois, em minha memória, devo ter escrito os primeiros poemas a partir dos 14 anos. O fato é que se até hoje não aprendi a escrever, não foi por falta de prática. Tenho praticado esse lance da escrita. Sou apaixonado por isso. Costumo dizer que escrevo para entender o que quero dizer, sendo assim, entendo o que posso fazer. Escrevo por necessidade de ver as coisas como elas são. Sempre gostei de ler e escrever muito. Não consegui, até agora, ficar rico com isso, mas deixei de ser pobre de espírito rapidinho.

Por falar em ser apaixonado pelo o que se faz. Eu só escrevo sobre o que estou pessoalmente interessado, caso contrário, o texto perderá sua leveza e tornará o meu trabalho árduo. E não deve ser assim, tem que ser prazeroso.

Faço o que gosto. Gosto de escrever, de fotografar, de pintar, de desenhar, de ler – bons livros, de ouvir música. Quanto à música o meu ouvido é refinado e exigente. Encantam-me as vozes de Maysa, Elis Regina, Cássia Eller, Maria Rita, Chico Buarque, Seu Jorge, Guilherme (do Rosa de Saron) entre tantos outros/as interpretes da nossa música popular brasileira.

Nos últimos dias tenho me dedicado a reler todos os meus poemas e catalogá-los. Além de ter me aventurado em uma nova experiência maravilhosa que tem me arrebatado: InPalavras! (escrevo InPalavras! com o ponto de exclamação, pois acho chique essa estética, já a Nê Sant’Anna, criadora desse novo conceito de fazer arte, escreve InPalavras).

Não me recordo exatamente quando foi, mas lembro-me da Nê vindo até mim totalmente empolgada com a nova ideia. Mostrou-me um desenho com algumas frases e números, aquele era o seu primeiro InPalavras! Achei interessante, porém ainda não tinha compreendido como fazer. Tratou-a de me explicar: “O conceito é simples: inpalavras são instalações artísticas (inconscientes ou não). É obrigatório ter no mínimo uma palavra pra ser InPalavra – in com ‘n’ mesmo, pois é de ‘instalação”, explicou-me.

Gostei da ideia e me aventurei.

É simples, basta uma folha de papel, alguns objetos e um lápis mais uma palavra, frase, trecho de música ou livro para criar um InPalavras!. Quem deseja se aventurar com essa técnica não precisa saber desenhar ou compor maravilhosos versos. Longe disso, a ideia é soltar a imaginação, passar pro papel ou qualquer outro suporte como, por exemplo, tela, fotografia, vídeo etc, por mais abstrato que sejam, os traços que formam uma emoção ou pensamento. O mais importante é se libertar dos sentimentos que estão guardados a sete chaves no inconsciente ou não.

Eis um InPalavras!:


Se não fosse você

Você foi o meu melhor amigo.
Obrigado por isto!
Você sempre esteve lá
Pra me amar,
Quando eu me sentia sozinho
Ou não tinha forças pra me amar.
E, eu te agradeço!

Você vasculhou minha alma
E me mostrou o que há de melhor em mim.
Obrigado por me amar,
Por acreditar em mim.

E toda vez que a tristeza invade a alma
Lembro-me de seus conselhos
Para eu seguir em frente.
Não importa o quão triste estou
Você ainda me faz sorrir com suas lembranças.
Eu rezo por você todas as noites.

E se não fosse por você
E não tivesse te conhecido,
E se não fosse meu melhor amigo
Eu não seria quem hoje eu sou



[para Julio César Vieira, 01.12.2011, às 12h42min.]